Tendo tanto amado e sofrido a coita, buscaram ensinar-me a fé no tempo e na distância; então fiz dos dias apenas sua sucessão, e afastei-me de passos-quilômetros e de pensamentos-metros.
No início, um exercício fatídico e desesperado; em seguida, o fluir do cumprimento de uma inevitável tarefa, longa e resignada - quase um trabalho mecânico, sem perguntar causa ou procurar consequência.
Assim transcorreu o espaço de pouco mais de um mês, que eu mesma, de repente, já poderia afirmar: "eis aqui, trata-se de um sonho longínquo"; porém, o despertar para essa atenção amargura-me na nostalgia surreal de fragmentos avulsos e fortuitos que me confundem e me desnorteiam - já não sei o que existiu, o que não existiu; já não sei se a tendência é melhorar ou agravar.
...e finalmente, mesmo como se todo o tempo da eternidade tivesse se colocado ao meu dispor para me socorrer com o esquecimento, esses momentos de atenção, lapsos de uma memória maldita, vêm e trazem-me de retorno ao dia imediatamente posterior ao de tua partida; e sinto novamente cada milésimo de dor com a mesma enfâse de meses atrás - como se hoje, amanhã e sempre : sem na distância te esquecer, amaldiçoada pela eterna saudade.
domingo, 4 de julho de 2010
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